A partir de 1500, quando da descoberta do Brasil pelos portugueses, o tupinambá idioma falado no litoral brasileiro, da família (tupi-guarani) começou a ser estudado pelos jesuítas e, assim passou a fazer parte das raízes da Língua Portuguesa.
Em 1757, a utilização do tupi foi proibida por uma Provisão Real. Tal medida foi possível porque, a essa altura, o tupi já estava sendo suplantado pelo português, em virtude da chegada de muitos imigrantes da metrópole. Com a expulsão dos jesuítas em 1759, o português fixou-se definitivamente como o idioma do Brasil. Das línguas indígenas, o português herdou palavras ligadas à flora e à fauna (abacaxi, mandioca, caju, tatu, piranha), bem como nomes próprios e geográficos.
Segundo a rubrica linguística do Dicionário de Língua Portuguesa Houaiss, o tupi-guarani, com a maior distribuição geográfica no Brasil, estendendo-se por 13 estados e compreendendo cerca de 20 línguas vivas, com pequena diferenciação interna. Também está em uso nos seguintes países: Guiana Francesa, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.
Buscando mais informações e conhecimento sobre a língua, o autor preparou um detalhado e paciente estudo sobre termos de origem indígena, realizado ao longo de vários anos, resultando nesta obra literária com cerca de três mil vocábulos.
Um dos principais destaques do livro é a definição do nome de alguns municípios, originários da língua dos primeiros habitantes do Brasil.
De arara a Atibaia e Tocantins, as curiosidades são levadas ao leitor que, dentre as palavras dispostas de A a Z, encontrará muitas bastante usadas no dia-a-dia, como tucano, goiaba, cipó, pirarucu e jacarandá.
Resgata a força da palavra indígena que ficará para sempre guardada no papel.
